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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

UMA ENTREVISTA COM...

José Costa, base e um dos capitães da Selecção Nacional, falou sobre o regresso à Selecção Nacional.
O actual campeão nacional revela uma grande ambição e demonstra a vontade de, ao atingir o objectivo de jogar o Europeu na Lituânia, a equipa portuguesa possa vir a inspirar os jovens praticantes de basquetebol.

Qual foi a sensação quando soubeste da convocatória para jogares na Selecção Nacional?

Fiquei surpreendido quando o professor Mário Palma falou comigo, depois de um treino no Dragão Caixa, acerca da possibilidade de fazer parte da Selecção Nacional. Esta foi a minha primeira reacção, depois fiquei extremamente feliz e motivado para ajudar a equipa nacional.

Aos 37 anos, o que significa para ti representar a selecção nacional?

Primeiro acho que a idade não conta e como o Prof. Mário Palma e o Moncho Lopez dizem o que interessa é que corresponda dentro do campo às exigências do jogo. Para mim representar o País é tudo, acho que deve ser motivo de orgulho e responsabilidade fazer parte de um grupo tão restrito.

Tens uma longa experiência nas equipas nacionais, o que mudou com a chegada de Mário Palma à Selecção?

Acima de tudo mudaram os conceitos e a forma de jogar. O Prof. Palma tem o seu modelo de jogo que aplica com rigor. No fundo tudo se baseia numa simples ideia “Liberdade com Responsabilidade” e nós jogadores temos tentado adaptar-nos à sua filosofia.

Fala-nos um pouco acerca do grupo de trabalho e do ambiente no seio da equipa.

O ambiente é óptimo, somos uma autêntica família e estamos motivados e confiantes para realizar uma boa campanha.

Quais são, na tua opinião, as principais dificuldades que Portugal irá enfrentar diante de Hungria e Finlândia? Acreditas no apuramento?

Em primeiro lugar se não acreditasse não estaria aqui, confio plenamente neste grupo de trabalho e em Setembro estarei a responder às vossas questões sobre o Europeu. No que diz respeito aos nossos adversários, a Hungria joga muito rápido, nomeadamente com o seu novo reforço naturalizado, Trotter, e com o base Adam Hanga, recente escolhido pelos Spurs . Por sua vez a Finlândia tem sete jogadores que jogam em fortes ligas europeias e conseguiram recuperar Mottola, que jogou algumas épocas na NBA e é um poste fortíssimo.

Até agora, as participações das equipas nacionais de formação nas competições europeias tem tido bastante sucesso. Isso é inspirador para a equipa sénior?

Posso dizer que sim, mas era importante que acontecesse o contrário, ou seja, nós inspirarmos os jovens portugueses.


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