É por todos os agentes desportivos reconhecida a importância que os Pais desempenham na carreira desportiva dos seus filhos. É a família a maior fonte de influência na vida desportiva dos jovens atletas, isto numa época de tanta insegurança, más companhias e a inclinação para o vicio, pelo que a prática que a prática desportiva é a melhor experiência que se pode fazer para proteger o crescimento dos jovens.
Muitos dos jovens chegam aos clubes, geralmente pelas mãos dos seus Pais, para começarem a prática do basquetebol, Pais esses antigos praticantes da modalidade ou porque no seio da família existiu algum familiar ligado á mesma ou pelos amigos.
Como é saudável para nós Treinadores, vermos a cara desses jovens atletas, ansiosos, que sorriem quando lhe damos pela primeira vez uma bola para as suas mãos, olham para ela e a batem no chão, avançando pelo campo e lançam a mesma pela primeira vez ao cesto, muitas vezes sem se quer esta chegue ao cesto.
Pretendo neste pequeno texto e partindo do principio de que todos nós Treinadores dos mais jovens, temos como objectivo prioritário de que este se divirtam enquanto aprendem os primeiros passos do basquetebol eque igualmente aprendam a formar-se como futuros homens do amanhã, através do respeito pelos seus colegas, pelos seus Treinadores, pelas regras do jogos, respeito pelos árbitros e respeito pelos seus adversários, fazer igualmente uma chamada de atenção para o comportamento que alguns Pais têm no acompanhamento desportivo que fazem ais seus filhos. Não podem os Pais esquecerem-se de que os seus filhos têm etapas de crescimento desportivo que têm que ser respeitadas. Etapas essas que têm a ver com o seu desenvolvimento à iniciação desportiva e iniciação desportiva especializada.
Devem também os Pais ter em conta que a actividade dos seus filhos em competição terá que ser livre, criativa e espontânea, respeitando sempre os interesses lúdicos, evitando a excessiva intromissão destes com situações de conduta antidesportiva, na ânsia de ganhar e ver ganhar os seus filhos a todo o custo, exaltando somente como preocupação principal os triunfo, anotando os seus pontos marcados durante o jogo.
O jovem atleta, deve jogar a sua modalidade preferida sem nenhuma pressão, mas sim com a natural alegria ou tristeza de ganhar ou perder.
Devem os Pais Ter SEMPRE em conta que o seu filho não joga contra, mas sim com, que não há adversários, mas sim participantes, que os Treinadores não dão ordens mas sim conselhos.
Durante o jogo os Pais por vezes protestam as decisões dos árbitros. O jovem aprende com esta atitude dos seus Pais, no início da sua formação desportiva, que ele como jogador também pode protestar, faltar ao respeito a essas pessoas, se estas tenham tomado uma decisão que eles vejam que os prejudicou ou que não os ajudou a ganhar, então pensarão que o ganhar se converte no mais importante e não a sua formação como atleta.Igualmente se os pais, culpam os árbitros da derrota da equipa do seu filho, o jovem só terá em conta, de que o vencer é o mais importante em vez de aprender a melhorar a sua formação desportiva com a derrota.
Comentam os pais nas bancadas durante um jogo em tom alto, de que o seu filho deveria jogar mais tempo, de que não deveria ser substituído ou deveria ser convocado para aquele jogo. Aqui o jovem questiona a autoridade do treinador pondo igualmente em causa o valor dos seus colegas de equipa, começando a pensar mais em si e menos no colectivo.
Os treinadores através da formação que lhes é transmitida nos cursos, estão preparados para além de formar os jovens no aspecto técnico também o fazerem na sua formação com como futuros homens.
Gritam os pais e insultam a equipa adversária. Aqui o jovem passará também ele a não respeitar o adversário, vendo este como um inimigo, uma vez mais o que importa é a vitória de qualquer forma.
Da mesma forma existem pais, que não assistem nem a treinos e nem a jogos do seu filho. Aqui o jovem pode pensar numa falta de interesse pela sua actividade, podendo com esta atitude dos seus pais perder a motivação e todos nós sabemos que sem motivação não há esforço e sem esforço não há aprendizagem. Os jovens têm mais necessidade de modelos do que críticos.
Nestas circunstâncias, poderão os pais contribuir para que os seus filhos vivam momentos agradáveis, beneficiando de tudo aquilo que a modalidade lhes pode proporcionar tanto na sua formação como praticante como futuro cidadão adulto. Lembrem-se de que os jovens têm o direito a praticar a sua modalidade de uma forma agradável, divertida e que lhe dê prazer.
Primeiro estão os praticantes e só depois as vitórias.
Por favor não queiram que os vossos filhos vos peçam para não os verem jogar.
Carlos Bio

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