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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Phil Jackson.

Em 1975, dois anos depois de ser campeão pela segunda vez nos Knicks (enquanto jogador), Phil Jackson escreveu um livro chamado "Maverick" ("Rebelde", em português). Nessa altura era assim que se sentia: um rebelde, no basquetebol e na vida. Dizia-se incapaz de alguma vez ser treinador na NBA - os egos dos jogadores eram um problema que não ia ultrapassar.

Parece ironia, até impossível, que o homem que acabaria por levar Michael Jordan e os Chicago Bulls a seis títulos da NBA, Kobe Bryant e os LA Lakers a outros cinco tenha pensado que isto de ser treinador não era vida para ele. Jackson foi um líder, capaz de gerir um balneário apenas com o silêncio, de se impor pela calma (a alcunha de Zen   Master não é coincidência).
Depois de juntar mais um anel de campeão, o 11.º, no ano passado, o técnico mais vitorioso da história da NBA já tinha dito que esta seria a sua última aventura como treinador. Para trás fica uma carreira difícil de igualar. Jackson ganhou 70% dos jogos da época regular (69% nos playoffs).
É o único treinador em qualquer desporto profissional americano com mais de dez títulos.

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